Quanto Cobrar por Hora Trabalhada em 2026 — Como Calcular o Valor da Hora
Atualizado em 28 de junho de 2026 · Leitura: 7 min
"Quanto você cobra a hora?" É a pergunta que mais trava freelancers, consultores e prestadores autônomos. A tentação é pegar o salário que você gostaria de ganhar, dividir por 220 horas e pronto. Esse é o cálculo que leva ao prejuízo. Neste guia você aprende o método correto para chegar ao valor da sua hora — considerando custos, horas realmente faturáveis e a ausência dos direitos que um CLT tem.
O erro de dividir o salário por 220 horas
Dividir o salário desejado pela jornada cheia ignora três coisas: (1) nem toda hora trabalhada é faturável; (2) você tem custos de negócio; e (3) como autônomo, você não tem FGTS, férias e 13º. O resultado é um valor de hora artificialmente baixo — você até "fecha" muitos contratos, mas não sobra nada no fim do mês.
Horas trabalhadas não são horas faturáveis
Esse é o ponto que muda tudo. Boa parte do seu tempo é gasta com atividades que não geram fatura: prospecção de clientes, elaboração de orçamentos, e-mails, deslocamento, estudo e administração. Na prática, é comum que apenas 50% a 65% das horas trabalhadas sejam cobráveis. Quem trabalha 176 horas por mês (8h × 22 dias) costuma faturar entre 90 e 120 horas. Usar o número real de horas faturáveis — e não o total — é o que faz a conta fechar.
A fórmula do valor da hora
Valor da hora = (Pró-labore desejado + Custos fixos do mês + Provisão de férias/13º/INSS + Margem) ÷ Horas faturáveis no mês
- Pró-labore: quanto você quer levar para casa por mês.
- Custos fixos: internet, telefone, software, contador, ferramentas, espaço de trabalho.
- Provisão: uma reserva para os períodos sem trabalho (férias) e para a previdência, já que não há FGTS nem 13º.
- Margem: a reserva de risco e o lucro do negócio.
Exemplo prático passo a passo
Uma consultora quer um pró-labore de R$ 6.000/mês, tem R$ 1.000 de custos fixos, reserva R$ 1.000 de provisão (férias/13º/INSS) e fatura 100 horas por mês:
| Item | Valor |
|---|---|
| Pró-labore desejado | R$ 6.000,00 |
| Custos fixos | R$ 1.000,00 |
| Provisão (férias/13º/INSS) | R$ 1.000,00 |
| Subtotal mensal | R$ 8.000,00 |
| Horas faturáveis | 100 h |
| Valor base da hora | 8.000 ÷ 100 = R$ 80,00 |
| Com margem de 25% | R$ 100,00/hora |
Repare: se ela tivesse simplesmente dividido R$ 6.000 por 176 horas, chegaria a R$ 34/hora — menos de um terço do valor que realmente cobre seus custos e a remunera de forma justa.
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Como calcular o valor da hora de trabalho?
Some o pró-labore desejado, os custos fixos do negócio e uma provisão para férias/13º/INSS, acrescente a margem e divida pelas horas realmente faturáveis no mês — não pela jornada total.
Por que não dividir o salário desejado por 220 horas?
Porque nem toda hora é faturável. Isso ignora o tempo não vendável (prospecção, propostas, administração), os custos do negócio e a ausência de FGTS, férias e 13º, gerando um valor de hora baixo demais.
Quantas horas faturáveis um autônomo tem por mês?
Em geral, só 50% a 65% das horas trabalhadas são cobráveis. Quem trabalha 176 horas/mês costuma faturar de 90 a 120 horas. Usar esse número real é o que faz a conta fechar.
O valor da hora deve incluir férias e 13º?
Sim. Como autônomo, não há férias, 13º nem FGTS automáticos. Para um padrão de vida equivalente ao de um CLT, embuta no valor da hora uma provisão para esses períodos e para a previdência.

