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INSS do Autônomo em 2026: Plano Simplificado (11%) ou Normal (20%)?

Atualizado em 28 de junho de 2026 · Leitura: 8 min

Quem trabalha por conta própria — prestador de serviço, freelancer, motorista de app, diarista — é contribuinte individual e precisa recolher o INSS para ter direito a aposentadoria, auxílio por incapacidade e salário-maternidade. A grande dúvida é quanto pagar: existe o plano simplificado (11%), o plano normal (20%) e, para quem é MEI, a contribuição reduzida de 5%. Cada opção custa e garante coisas diferentes.

Os planos de contribuição em 2026

Tomando como base o salário mínimo de R$ 1.621 e o teto do INSS de R$ 8.475,55:

PlanoAlíquotaBaseValor mensal
MEI (DAS)5%Salário mínimoR$ 81,05
Simplificado (cód. 1163)11%Salário mínimoR$ 178,31
Normal — mínimo (cód. 1007)20%Salário mínimoR$ 324,20
Normal — teto20%R$ 8.475,55R$ 1.695,11

No plano normal você escolhe um salário de contribuição entre o mínimo e o teto. Quanto maior a base que você recolhe, maior tende a ser o valor do benefício no futuro.

A diferença que pega: aposentadoria por tempo de contribuição

O ponto central é o que cada plano garante:

  • Plano simplificado (11%) e MEI (5%): dão direito a aposentadoria por idade, auxílio por incapacidade, salário-maternidade e pensão — mas não à aposentadoria por tempo de contribuição (regras de transição). O valor do benefício fica limitado a 1 salário mínimo.
  • Plano normal (20%): dá direito a todos os benefícios, inclusive a contagem para aposentadoria por tempo de contribuição, e permite receber acima do mínimo (até o teto).

Quem está no plano de 11% ou 5% e depois quer aproveitar aquele tempo para a aposentadoria por tempo de contribuição pode complementar os pontos percentuais que faltam — mas a complementação vem com juros.

Qual escolher?

  • 11% (ou 5% no MEI) costuma fazer sentido para quem tem renda mais baixa, quer o custo mínimo e pretende se aposentar por idade recebendo perto de 1 salário mínimo.
  • 20% tende a valer para quem ganha bem acima do mínimo e quer um benefício maior no futuro, ou quer manter a porta aberta para a aposentadoria por tempo de contribuição.

Antes de decidir, saiba quanto você realmente ganha

A escolha do plano e do salário de contribuição depende da sua renda real — e não do faturamento bruto. Como autônomo, é fácil confundir o que entra com o que sobra depois de custos. Por isso, o primeiro passo é organizar o seu lucro de verdade:

  • Use o Calcular Preço para definir um preço de serviço que já cubra seus custos e uma margem — inclusive a reserva para o INSS.
  • Use o Meu Lucro para acompanhar quanto sobra por dia depois de combustível e desgaste, se você roda em aplicativos.

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Calcular Preço → Meu Lucro →

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre contribuir 11% e 20%?

Com 11% (plano simplificado, sobre o salário mínimo) você não tem direito à aposentadoria por tempo de contribuição, apenas por idade, com benefício de 1 salário mínimo. Com 20% (plano normal) você tem direito a todos os benefícios e pode receber acima do mínimo, até o teto.

Quanto pago de INSS sobre o salário mínimo?

Em 2026, sobre o mínimo de R$ 1.621: o plano simplificado (11%) custa R$ 178,31; o plano normal (20%) custa R$ 324,20; e o MEI recolhe 5%, R$ 81,05.

O autônomo é obrigado a contribuir?

Sim. Quem trabalha por conta própria é contribuinte individual obrigatório. O recolhimento é o que garante o acesso aos benefícios do INSS.

Estou no plano de 11%. Posso melhorar a aposentadoria depois?

Sim. É possível complementar os 9% que faltam para aproveitar aquele período no cálculo de benefícios que exigem o plano normal, mas a complementação é feita com juros sobre o período.

Quem presta serviço a empresa também recolhe?

Sim. Quando o autônomo presta serviço a uma empresa, ela retém 11% e recolhe ao INSS. Se ele também atende pessoas físicas, complementa o recolhimento por conta própria, respeitando o teto.

As informações deste artigo têm caráter educativo e informativo e não substituem orientação jurídica, contábil ou previdenciária profissional. Confirme alíquotas, códigos e regras nos canais oficiais do INSS/Receita e consulte um contador para o seu caso.